Memória de Mnemosyne

Dublin Core

Colaborador

Benita Prieto

Fonte

Artigo

Idioma

Português

Referência Bibliográfica

Livro: Contadores de Histórias: um exercício para muitas vozes (Org. Benita Prieto)

Abstract

Palavras contadas na mitologia grega, Mnemosyne, irmã de Cronos (Tempo) e Okeanós (Dio-Oceano), é a deusa da recordação vivificadora. São as Musas, as filhas de Mnemosyne e Zeus, que concederam ao aedo (poeta-cantos) o dom de cantar a Verdade (Alethea, develamento), oposta ao Esquecimento (Lethe). Inflado pelas Musas, o aedo transmite o conhecimento do que foi, é e será. Engendrando a memória coletiva através das gerações, as palavras cantadas (Musas) são, portanto, inseparáveis da memória (Mnemosyne).
Por parte de Zeus pai, as Musas adquirem qualidades que lhes permitem acordar nos homens certas propriedades da memória. Não a memória absoluta, como a do personagem de Jorge Luiz Borges, do conto "Funes, o memorismo", incapaz de selecionar, pensar e esquecer, Funes acumula incessantemente memórias, como u despejadouro de lixo."NAo o esquecimento total como, até certo ponto, o do protagonista de Amnésia (Memento, do Latim "Lembra-te", no significativo título original), filme de Christopher Nolan, Leonard não consegue guardar acontecimentos recentes e por isso fotografa pessoa que considera importantes e tatua em sua pele dados (fa-se corpo-livro com vários "mementos") na tentativa de posteriormente conseguir.

Referência

Maria de Lourdes Soares, “Memória de Mnemosyne,” Plataforma de Pesquisas - A Casa Tombada, acesso em 12 de agosto de 2022, http://plataformapesquisas.acasatombada.com.br/items/show/1441.

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